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Em busca da metodologia perdida

Nosso maior desafio está em atender o cliente sem perder o foco no usuário. Para isso existem métodos, processos e boas práticas, que guiam e protegem das armadilhas em um projeto.

Aprendi a duras penas que mesmo coisas simples podem dar muita dor de cabeça. E foi errando muito que aprendi que é possível levar a vida de maneira mais zen. Então pensei, porque não levar essa pequena sabedoria também para meu trabalho? Rabisquei alguns conceitos numa folha de papel, e percebi que se parecia com um tipo de metodologia, foi então que tive a idéia de incorporá-los ao processo de design.
A ideia é que ao menos possamos melhorar nosso foco e quem sabe criar um ambiente de trabalho mais eficiente e saudável.

 

Briefing e requisitos

Esvazie e medite

A participação de um profissional de UX em uma reunião de briefing é essencial, afinal na maioria das vezes é ele quem faz a ponte entre os demais profissionais, através de um entendimento pleno do projeto.
Antes de participar de uma reunião de briefing, esvazie a mente de qualquer idéia pré-concebida e pré-conceitos. Assim poderá enxergar com clareza todas as necessidades apresentadas pelo cliente.
Ouça com toda a atenção, evitando pensar em soluções prontas para cada problema que ouve.
Anotações são bem-vindas, desde que não tirem o foco da fala do cliente. Anote apenas o essencial, ou grave a conversa através de um celular que tenha esse recurso.
Antes de sair metralhando o cliente com dúvidas, medite sobre o que foi falado. Só então faça as perguntas certas.
Esse tipo de atitude evita desencontros de informação e garante um projeto fiel as necessidades do cliente e seus requisitos de negócio.

 

Análise e planejamento

Observe e expanda

Considerada a etapa mais importante de qualquer projeto, a análise e planejamento direcionam todas as demais etapas. Pesquise o máximo que puder, com o tempo e dinheiro disponível para o projeto.
Pratique a observação, tanto dos dados estatísticos e informações pesquisadas, quanto do comportamento dos usuários, se possível em seu ‘habitat’, através de técnicas de etnografia.
A observação é uma das etapas do método científico. Consiste em perceber, ver e não interpretar.
A partir da imersão nesse material gerado, teremos uma definição real dos problemas a serem resolvidos, assim como o perfil e comportamento do usuário e público alvo.
Então, expanda! Organize brainstorms, troque idéias com profissionais de outras áreas, discuta idéias através de painéis semânticos, comunique-se e gere insights, que no fim levarão a conclusões mais acertadas.
A riqueza desse material e das idéias geradas dará forma a uma estratégia.

 

Conceito e design

Foque e experimente

A partir da estratégia traçada, iniciamos a criação do conceito e do design propriamente dito. Mais do que nunca, o foco na estratégia é essencial, para não desviarmos do nosso objetivo, pois motivos para isso haverá aos montes, desde a interferência do cliente, até o desenvolvedor, que dirá que tal solução não pode ser construída.
Quando chegar a um conceito de design para seu projeto, é hora de experimentar! Afinal, há mil maneiras de se preparar Neston. Então, invente e crie, use rabiscoframes, protótipos de todos os tipos, cores e tamanhos. Risque, amasse e tente de novo.

 

Avaliação com usuários

Respire e desapegue

Caso tenha tido a sorte de trabalhar para uma empresa e um cliente conscientes dos processos de UCD, você será responsável pelos testes com usuários, ou ao menos acompanhará de perto o processo. Caso contrário, respire, encha o peito e diga aos decisores que isso se faz necessário, insista de verdade.
Se você é designer, aqui vai uma dica: desapegue. E lembre-se, o projeto não é seu e nem é para você e sim para o usuário, portanto perca qualquer apego ao seu belo projeto de design e fique aberto a críticas e observações feitas por eles.

 

De volta a prancheta

Repita

Como o processo de design centrado no usuário é um ciclo iterativo, a repetição faz parte do jogo, então volte e repita o processo, para corrigir possíveis falhas e adaptar os pontos necessários à realidade do usuário.

 

Controle de qualidade

Concentre-se

Ao término do trabalho percebemos que ainda temos muito por fazer.
Mesmo a validação com usuários não irá salvar um projeto, principalmente se este for grande, se não houver uma sincera preocupação com o controle de qualidade.
Concentre-se nos detalhes. Afinal, Deus e o Diabo estão nos detalhes.

 

Lançamento

Avalie e medite

Enfim, o projeto terminou. Se a lição de casa foi feita, tudo foi um sucesso, todos estão felizes e festejando o filho que nasceu.
Essa é a hora de avaliar o que passou e meditar sobre os pontos positivos e negativos, afinal apenas com feedback e auto-avaliação que crescemos e evoluímos.

UX Basis da Hello ganha Euro IA summit

James Kelway é Arquiteto de Informação Senior da Hello Group e junto com sua equipe criou o UX Basis.
Em apenas um gráfico dinâmico e baseado no famoso Elementos da Experiência do Usuário do J.J.Garret, conseguiram unificar as ferramentas e processos mais conhecidos de UX num macro processo, onde todas as peças desse grande quebra-cabeças de conceitos se encaixam. Cada peça é descrita de forma bem objetiva e prática em sua Card, dizendo O que é, Quando é usado e Por quê.

Ajudaram a comunidade de UX mundial com um super guia e de quebra o projeto foi premiado no Euro IA summit em Copenhagen.

UX in a Box e na veia, olha aí o resultado:

Veja a versão completa em http://uxbasis.hellogroup.com



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